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Vacina contra HPV

O vírus, que pode causar câncer no colo do útero e já tirou a vida de milhares de brasileiras, tem prevenção e tratamento

 

 

*O nome foi alterado para proteger a identidade da entrevistada

A vacina irá ajudar a prevenir o câncer do colo do útero que é a quarta maior causa de morte de mulheres por câncer de útero. O HPV é uma doença contagiosa, e a sua transmissão acontece principalmente pelo contato sexual, e além de causar o câncer de colo do útero pode aparecer verrugas genitais.
Meninos de 12 e 13 anos e meninas com até 14 anos podem receber vacinados. A vacina contra o HPV tem uma eficácia comprovada durante8 a 9 anos, mas nesse ano houve uma mudança. O Ministério da Saúde incluiu homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplantes de órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer. As mulheres em tratamento do vírus devem receber também com o objetivo de prevenir a infecção.

Os meninos e meninas que já não são virgens devem tomar, porém a sua eficácia pode estar diminuída pelo fato de terem tido contato com o vírus. A vacina esta disponível pelo SUS é a quadrivalente, que protege contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. No particular é a vacina bivalente aproximadamente, R$ 200 por dose e o da tetravalente é de, aproximadamente, R$ 350 por dose.

A recepcionista Natasha*, de dezenove anos, portadora do vírus, concorda com sua gratuidade. “As pessoas mais carentes não tem acesso. O HPV, como dizem, é o primo da AIDS, e não há a mesma preocupação”.
A recepcionista, oriunda do interior de Goiás, pegou a doença com o primeiro parceiro sexual, aos quinze anos. “Meus pais descobriram por causa do cochicho usual de cidade de interior, então minha mãe decidiu me levar ao ginecologista e foi nos exames que deveriam ser de rotina que descobri a doença”. Ela declara ter entrado em desespero quando soube que estava com o vírus.
“Fiquei três dias só deitada, sem comer ou beber nada. Achei que fosse morrer”, relata Natasha. Foi só depois de conversar com uma tia, também portadora do HPV, que se tranquilizou. Não havia percebido, antes da ida ao ginecologista, que os corrimentos, a coceira e o mau cheiro na área genital eram sintomas da doença. Como ainda estava no estágio inicial, pôde tratar o problema somente com remédios, mas ainda assim teve que tomar precauções para não passar o vírus adiante, como não dividir toalhas, roupas e sabonetes.

Quando a doença estava sob controle, a recepcionista pôde engravidar. O vírus tem probabilidade de ser transmitido para o bebê, podendo causar verrugas na laringe e na genitália do recém-nascido. A filha de Natasha não é portadora do vírus, fato comemorado pela mãe. “Ela é muito sadia. Minha filha é a coisa mais linda”, emociona-se. O marido também escapou do problema, que pode causar câncer no pênis, estando o vírus associado a 75% dos casos.
Natasha nunca teve coragem de conversar com o rapaz que transmitiu o vírus a ela. Ela soube que ele está passando por complicações devido à doença, e, apesar de estar triste por ele, também sente raiva. “Ele era o cara perfeito, um príncipe, não via defeito nele e foi assim que eu peguei a doença, confiando”, relembra. Ela completa com um recado: use camisinha. Com a borrachuda, é possível diminuir as chances de contrair o vírus.

Sobre Angela Moureira

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