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Reforma recebe ajustes para aumentar proteção aos mais pobres, diz ministro

Titular da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy garantiu que as mudanças na proposta vão manter sustentabilidade do sistema da Previdência

 

 

Segundo ministro, ajustes serão feitos na reforma da Previdência Social para proteger classes menos favorecidas

 

Responsável pela interlocução do Executivo com o Congresso Nacional, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, afirmou nesta quinta-feira (6) que a reforma da Previdência Social será ajustada para aumentar a proteção às pessoas menos favorecidas e, ao mesmo tempo, preservar os pontos essenciais para o ajuste das contas públicas.

Pela manhã, o presidente da República, Michel Temer, reuniu-se com ministros e parlamentares aliados para discutir a reforma da Previdência. Como resultado, o governo concordou em proteger as regras para trabalhadores rurais, benefícios de prestação continuada, pensões, aposentadoria de professores e policiais, além de discutir as regras de transição.

Na visão de Imbassahy, a reforma da Previdência vai retirar privilégios, como supersalários, e deixar o sistema previdenciário mais sustentável e igualitário. “Não haverá nada [nas mudanças] que possa mutilar e danificar uma proposta com esse eixo do equilíbrio das contas”, reiterou o ministro, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Espinha dorsal

Relator da proposta do governo, o deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) avaliou que os ajustes procuram dar um equilíbrio maior na sociedade e que não representam risco à “espinha dorsal” da proposta encaminhada pelo governo. Como, por exemplo, a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem.

De acordo com o relator, o diálogo sobre os ajustes também será aprofundado no Senado, para onde a proposta irá depois de analisada pelos deputados. Atualmente, a matéria está em discussão numa comissão especial da Câmara dos Deputados.

Dona de um déficit de R$ 149,7 bilhões em 2016, a Previdência Social vem crescendo de forma explosiva nos últimos anos. Para garantir o recebimento das aposentadorias no futuro e a sustentabilidade das contas pública, serão necessárias reformas o atual sistema previdenciário.

Fonte: Portal Planalto

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